Os meninos-lobo

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Cláudio de Moura Castro Os meninos-lobo
Revista Veja - 08 de Julho,2009 - Pág 24
"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade
civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"



No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar.

Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?

A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano.

O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.

"Vivemos em um mundo de palavras", diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. "Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem... A linguagem é o nosso meio... É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza." Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem.

Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma "inteligência futebolística" que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.

Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: "Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento". Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística.

Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.

Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.

No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.


CLAUDIO DE MOURA CASTRO é economista
Ilustração: Atômica Estúdio
Fonte: Revista Veja

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Cúmulos pela Fé e Falta de Respeito ao Outro

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Não sou religiosa, mas respeito todas as crenças. Desde que elas tragam benefícios às pessoas.

Porém, existem algumas igrejas que exageram na falta de respeito às outras crenças e formas de pensar das outras pessoas. Fico muito indignada quando leio ou vejo tais coisas.

Hoje passeando pelo twitter vi um tweet do Cidão: "Ser universitário é ser coisa do demônio: Link USP=altar de adoração ao Diabo... Eu não agüento de tanto rir... Bwahahahaha! "

Então resolvi entrar no site e ler mais alguns posts de lá. Não aguentei, fiquei pasma com tamanha a falta de respeito .

Como que estas igrejas podem crescer, não se dão ao respeito.

Acredito que o princípio básico para ser Respeitado é saber Respeitar.

TOLERÂNCIA é a palavra deste nosso século XXI. Esta palavra está diretamente ligada à globalização que está aí, presente e não dá para escapar dela.

Por favor, vamos ser Tolerantes, Respeitar uns aos outros, acredito que só assim poderemos ter um mundo melhor.
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Só de Sacanagem

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Durante a aula do curso que estou fazendo citamos esta poesia que a Ana Carolina recita e fiquei impressionada com o poema e a forma como ela o lê.
Dê uma olhadinha e admire!


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Índice dos Artigos

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Aqui estão todos os Artigos publicados no Aukimia.

Os Artigos estão organizados em Ordem Alfabética e identificados por Data e Categorias.

Entre, Fique à Vontade e Seja Bem Vindo!


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Saboreie o seu Café

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Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida em geral.
Ao propor café a seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras -de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas - dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
Se vocês repararem, pegaram todasas xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Embora sejanormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras e então f içaram todos de olho nas xícaras uns dos outros.
Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida...
E o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu.
Deus côa o café, não as xícaras.

Esta mensagem eu li na revista ABCFARMA Edição-212
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Sapatos Muito Diferentes

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Adoro comprar sapatos, acho umas das coisas mais legais de se fazer quando vamos às compras.
Mas... Estes sapatos que encontrei navegando na net são bastantes diferentes e acredito que não devem ser nada confortáveis.
Vejam só:



Fonte:Shoe Designs - Fashion is a strange thing sometimes
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